Coritiba aposta em Morisco e bola parada para reagir no Brasileirão

Coritiba aposta em Pedro Morisco e bola parada para encerrar jejum de vitórias no Brasileirão e ganhar fôlego na reta final da competição.

24 DE OUTUBRO · 3 MIN DE LEITURA+5pontos pela leitura

O Coritiba vive momento delicado na Série A do Campeonato Brasileiro. São seis jogos sem vitória, com o time marcando apenas cinco gols e sofrendo 16 nesse período. A defesa é o principal ponto de atenção, tendo tomado 49 gols no total, a segunda pior marca do campeonato até aqui. Com 39 pontos na tabela, o Coxa ocupa a 12ª posição, com uma vantagem de sete pontos sobre o Internacional, primeiro time na zona de rebaixamento.

Neste contexto, o goleiro Pedro Morisco tem se destacado como uma peça fundamental para segurar os resultados e evitar placares maiores. Na última partida contra o Atlético-MG, apesar da derrota por 1 a 0, Morisco fez defesas importantes que impediram o adversário de ampliar o placar. Essa atuação mostra como a equipe depende do seu camisa 1 para segurar as investidas rivais, mas também expõe as fragilidades defensivas, já que o Coritiba sofreu gols em 11 jogos consecutivos.

Para tentar melhorar esse cenário, o técnico Fernando Seabra tem trabalhado para proteger melhor a linha defensiva. Contra o Botafogo, no empate em 1 a 1 no Couto Pereira, o treinador optou por um sistema mais compacto, com linhas próximas para diminuir os espaços entre defesa e meio-campo. Essa estratégia, conhecida como bloco baixo, visa dificultar as infiltrações adversárias e evitar que o time sofra muitos ataques perigosos.

No entanto, esta postura exige equilíbrio. Recuar para defender pode fazer o Coritiba recuperar a bola, mas se a equipe não conseguir avançar efetivamente, corre o risco de devolver a posse ao adversário e passar a maior parte do jogo em desvantagem territorial. Por isso, o bloco baixo precisa ser acompanhado de uma transição rápida e uma saída de bola eficiente para que o time consiga criar jogadas ofensivas sem se expor demais.

Falando em ataque, a bola parada deve ser um dos trunfos do Coxa para criar chances e tentar voltar a vencer. Escanteios e faltas laterais são oportunidades para levar a bola à área com menos passes, exigindo qualidade nas cobranças e movimentação dos jogadores para ganhar duelos no alto. A bola parada pode funcionar como um recurso extra quando o time enfrenta dificuldades na construção das jogadas pelo chão.

Mas, para além das jogadas ensaiadas, o Coritiba precisa melhorar a criação ofensiva. Nos últimos seis jogos, o time marcou apenas cinco vezes, mostrando falta de efetividade na hora de encontrar espaços e transformar as oportunidades em finalizações que realmente ameacem o gol adversário. Assim, o desafio é equilibrar essa proteção defensiva com uma produção ofensiva mais consistente, algo fundamental para buscar uma reação.

As partidas que vêm pela frente são decisivas. O confronto com o Grêmio, marcado para segunda-feira, às 19h30, no Couto Pereira, é uma chance de ouro para o Coritiba interromper a sequência negativa. Além do fator casa, o time precisa mostrar evolução tanto na defesa quanto no ataque para conseguir finalmente somar três pontos e ganhar fôlego na competição.

Para o torcedor, o cenário pede paciência e confiança no trabalho da equipe e da comissão técnica. As alterações defensivas e o foco nas jogadas de bola parada mostram que o Coxa está buscando soluções para uma fase complicada. Agora, cabe aos jogadores no gramado traduzirem isso em resultados e oferecerem a resposta que a torcida espera na reta final do Brasileirão.

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